Mamã Afrika Chama: 16ª Edição do Círculo do Sagrado Feminino e Masculino Africano celebra o legado do Matriarcado Ancestral

Luanda volta a pulsar ao ritmo da memória ancestral com a 16ª Edição do Círculo do Sagrado Feminino e Masculino Africano, que acontece no dia 15 de março de 2026, na Livraria Cheikh Anta Diop. O encontro, conduzido pelo Mestre Kumpemba Elimbondo, mergulha no tema “Civilização Matriarcal Africana – A Resistência da Mulher Preta contra a imposição do Modelo de Exclusão e Violência Ocidental”.

Mais do que um evento, trata-se de um chamado espiritual, uma convocação vibrante que ecoa das entranhas da Terra-Mãe, despertando em cada participante a memória longínqua de um tempo onde a vida comunitária era conduzida pelo princípio matricial africano.

Durante séculos, antes das rupturas impostas pela colonização, as sociedades africanas eram tecidas sobre o ventre e a palavra das mulheres — não como imposição, mas como centro de equilíbrio, sabedoria, cura e continuidade. O feminino era força organizadora; o masculino, energia complementar. Um mundo construído em pares, não em oposições.

No círculo, serão revisitados e vivenciados pilares como:

  • A centralidade espiritual da Mulher Africana
  • A complementaridade entre feminino e masculino sagrados
  • As feridas deixadas pela colonização patriarcal
  • A resistência feminina preservada nas linhagens ancestrais
  • Processos de cura e reequilíbrio energético comunitário

É um espaço destinado a mulheres, homens, guardiões de tradições, pesquisadores, artistas e todos que buscam reatar o fio da ancestralidade, reconhecendo que a libertação africana é também um processo espiritual, cultural e emocional.

Data: 15/03/2026
Hora: 12h
Local: Livraria Cheikh Anta Diop – Luanda
Contribuição: Donativos
Indicação: Roupas confortáveis (mulheres com vestes longas)

Press.digi reforça o compromisso com o resgate identitário e o intercâmbio cultural afro-ancestral

A realização desta 16ª edição do Círculo do Sagrado Feminino e Masculino Africano surge num momento em que o debate sobre autoconhecimento, espiritualidade africana, descolonização do pensamento e restauração de valores comunitários volta a ganhar força tanto em Angola quanto na diáspora.

Para o press.digi, este encontro representa mais do que uma actividade cultural: é um acto de reconexão com as raízes matriciais que moldaram civilizações inteiras e que, apesar de séculos de tentativas de apagamento, permanecem vivas na memória dos povos.

Ao acompanharmos esta edição, reafirmamos:

  • O compromisso em celebrar os movimentos que preservam a herança africana
  • A importância de fortalecer pontes entre Angola, a diáspora africana e o mundo
  • O papel do jornalismo cultural na difusão de narrativas ancestrais
  • A valorização de iniciativas que unem espiritualidade, ciência, artes e ensino tradicional africano

Este espaço de evocação do sagrado feminino e masculino não é apenas uma cerimónia, mas um manifesto vivo de resistência cultural — onde se defende que a modernidade africana só será plena quando incorporar os pilares espirituais que deram forma às suas primeiras sociedades.

O press.digi, atento a este despertar colectivo, reforça que continuará a ser:

  • Ponte de intercâmbio entre povos de matriz africana
  • Plataforma para difusão de saberes, práticas e memórias ancestrais
  • Canal de promoção de iniciativas culturais, espirituais e educativas que contribuam para o fortalecimento da identidade africana no mundo contemporâneo

Porque Mamã Afrika chama — e nós, como voz cultural angolana e da diáspora, respondemos ao chamado com responsabilidade histórica e compromisso editorial.


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