Património cultural angolano em destaque nas candidaturas junto da UNESCO

O ministro da Cultura, Filipe Silvino de Pina Zau, recebeu no dia 5 de Março, em Luanda, a delegada permanente de Angola junto da UNESCO, Maria Cândida Pereira Teixeira, para analisar o andamento de vários processos ligados à valorização e reconhecimento internacional do património cultural angolano.

Durante o encontro, a diplomata informou o governante sobre o estado de tramitação das candidaturas do Tchitundo-Hulo e do Semba à lista do Património Mundial da UNESCO.

Segundo Maria Cândida Pereira Teixeira, os processos continuam a seguir os trâmites técnicos e administrativos exigidos pela organização internacional, com vista ao reconhecimento destas importantes referências da história e identidade cultural angolana.

Localizado na província do Namibe, o Tchitundo-Hulo constitui um dos mais relevantes complexos de arte rupestre do país, sendo considerado um importante testemunho das primeiras manifestações culturais e artísticas no território angolano. Já o Semba permanece como uma das expressões musicais mais emblemáticas de Angola, profundamente ligada à identidade cultural e à história social do país.

Durante a audiência, o ministro Filipe Zau informou ainda que já se encontra assegurada a verba destinada à intervenção arqueológica no subsolo do sítio histórico do Reino do Kongo, aguardando-se apenas o aval da UNESCO para o início dos trabalhos.

O encontro serviu igualmente para reforçar a cooperação institucional entre o Ministério da Cultura e a missão diplomática de Angola junto da UNESCO, com o objectivo de impulsionar iniciativas de salvaguarda, valorização e promoção internacional do património cultural angolano.


Breve enquadramento cultural

O processo de inscrição de bens culturais angolanos na lista da UNESCO representa uma estratégia de diplomacia cultural e valorização do património nacional. O reconhecimento internacional de referências como o Tchitundo-Hulo ou o Semba pode contribuir para fortalecer a preservação histórica, impulsionar o turismo cultural e projectar Angola no circuito global do património e das indústrias culturais.


Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *