Sociedade | Diáspora e Excelência
Angolana assume posição de liderança no Hospital Albert Einstein e reforça ponte de talento entre Angola e Brasil
A cidadã angolana Jadmira Queta, de 31 anos, alcançou uma importante posição de liderança no sector da saúde no Brasil, ao assumir a função de gestora de Pessoas na Presidência do Hospital Israelita Albert Einstein, na cidade de São Paulo — uma das instituições hospitalares mais prestigiadas da América Latina.
De acordo com informação divulgada pela Missão Diplomática de Angola no Brasil e partilhada pelo Jornal de Angola, com esta conquista Jadmira Queta torna-se a primeira estrangeira africana de nacionalidade angolana a ocupar uma posição de liderança naquela unidade hospitalar de referência internacional.
Uma trajectória construída com mérito
Formada em Administração de Empresas pela Universidade Anhanguera, a jovem profissional iniciou a sua jornada no hospital em 2021, desempenhando inicialmente funções como assistente de atendimento.
Ao longo de cerca de cinco anos, o percurso profissional foi marcado por dedicação, disciplina e compromisso com a excelência institucional. O desempenho consistente permitiu-lhe evoluir gradualmente na estrutura organizacional até alcançar uma função estratégica junto da Presidência da instituição.
Reconhecimento internacional
A trajectória de Jadmira Queta ganhou visibilidade também no plano internacional. Em agosto de 2025, foi distinguida pelo ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, na categoria “Empresas Transformando Vidas”, reconhecimento atribuído a profissionais e organizações que contribuem para a inclusão social e valorização de imigrantes e refugiados no ambiente de trabalho.
Durante o seu percurso na instituição hospitalar, a angolana participou igualmente em iniciativas de relevância institucional, entre as quais o 116.º Encontro do BIC, espaço de reflexão que reuniu a alta liderança do hospital, incluindo o presidente Sidney Klajner e o director-geral Henrique Neves, para debater desafios contemporâneos, incluindo a integração de profissionais imigrantes no ambiente corporativo.
Diversidade, cultura e inclusão
A profissional angolana destacou-se também pela sua participação activa no programa interno “Etnias”, iniciativa promovida pelo hospital para estimular práticas de diversidade, inclusão e combate à discriminação no ambiente de trabalho.
No mesmo contexto institucional, colaborou ainda na organização de actividades alusivas ao Dia da Consciência Negra, contribuindo para a valorização da cultura africana no espaço académico e corporativo brasileiro.
Enquadramento editorial — PRESS.digi
Para o PRESS.digi, a trajectória de Jadmira Queta representa um exemplo concreto do potencial transformador das trocas humanas e institucionais entre Angola e Brasil.
Mais do que uma conquista individual, o caso ilustra como os intercâmbios sociais, científicos, académicos, diplomáticos, económicos e culturais entre os dois países continuam a gerar novas referências de excelência, sobretudo entre as gerações mais jovens que constroem pontes entre as duas margens do Atlântico.
Num momento em que as relações bilaterais se intensificam em diversos sectores estratégicos — da saúde à educação, da ciência à cultura — histórias como esta reafirmam a importância de valorizar a mobilidade de talentos, a cooperação internacional e o protagonismo da juventude africana no espaço global.
Ao destacar percursos inspiradores na diáspora, o portal PRESS.digi reafirma o seu compromisso editorial de dar visibilidade às experiências que fortalecem a ligação histórica, humana e cultural entre Angola, Brasil e a Diáspora Africana promovendo exemplos que possam servir de referência e inspiração para novas gerações.
Fonte: Jornal de Angola
Edição e enquadramento editorial: PRESS.digi

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