Angola aprova Lei das Startups e abre nova era para inovação e empreendedorismo

Diploma abre caminho para regime jurídico inovador e estímulo ao empreendedorismo tecnológico

A Assembleia Nacional de Angola aprovou, por unanimidade, na generalidade, a Proposta de Lei das Startups, com 181 votos a favor, durante a 7.ª Reunião Plenária Ordinária da V Legislatura, realizada no dia 19 de março.

A aprovação representa um passo estratégico para a criação de um regime jurídico específico para empresas inovadoras, alinhando Angola com as dinâmicas globais de empreendedorismo e inovação tecnológica.


Novo enquadramento legal para startups

O diploma foi apresentado pelo ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, que destacou a necessidade de preencher o vazio legal existente no sector.

Segundo o governante, a proposta visa garantir segurança jurídica, incentivo à inovação e fortalecimento do ecossistema empreendedor, criando condições mais favoráveis para o surgimento e crescimento de startups no país.


Impulso à economia e ao emprego qualificado

De acordo com o Executivo, as startups desempenham um papel relevante na dinamização da economia, com impacto directo na geração de emprego qualificado e formalização de actividades económicas.

A iniciativa posiciona Angola num percurso de maior integração com tendências internacionais, onde a inovação tecnológica assume papel central no desenvolvimento económico sustentável.


Critérios e reconhecimento das startups

O diploma estabelece um tecto de facturação anual equivalente a 3,5 milhões de dólares, sem exigência de valor mínimo, permitindo que projectos em fase inicial, mesmo sem receitas, possam ser enquadrados como startups.

Entre os mecanismos previstos destacam-se:

  • Criação do “selo startup” e “pré-selo”;
  • Incentivos fiscais e financeiros;
  • Instrumentos de financiamento;
  • Estruturação de apoio institucional ao sector.

Estruturas de suporte ao ecossistema

A proposta contempla ainda a actuação de entidades como o Conselho Nacional das Startups de Angola e o INAPEN, que deverão desempenhar um papel central na implementação e acompanhamento das políticas públicas voltadas para o sector.


Nota editorial

A aprovação da Proposta de Lei das Startups sinaliza uma mudança estratégica no posicionamento económico de Angola, reconhecendo a inovação como motor de crescimento e competitividade.

Num contexto global cada vez mais digital, o sucesso desta iniciativa dependerá da capacidade de transformar o quadro legal em oportunidades reais para empreendedores, garantindo acesso a financiamento, formação e mercados.


Fonte: Assembleia Nacional de Angola.
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao