PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO DESTACA IMPORTÂNCIA DOS RECURSOS MARINHOS NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DE ANGOLA

Prefácio ao livro “Espécies Marinhas Mais Frequentes na Costa Angolana” reforça papel estratégico do mar na economia azul e conservação ambiental

O mar como motor do crescimento socioeconómico

O Presidente da República, João Lourenço, enfatizou a relevância dos recursos marinhos para o desenvolvimento do país durante o prefácio ao livro “Espécies Marinhas Mais Frequentes na Costa Angolana”, lançado recentemente em Luanda pelo Ministério das Pescas e Recursos Marinhos.

O Chefe de Estado destacou que a gestão eficiente e sustentável do mar constitui uma fonte estratégica de crescimento económico e geração de oportunidades para as comunidades costeiras.


Economia azul e desenvolvimento sustentável

Segundo João Lourenço, a economia azul é uma abordagem global que promove o desenvolvimento marítimo, valorizando recursos oceânicos e costeiros com base em princípios de:

  • Equidade e inclusão social
  • Eficiência energética
  • Desenvolvimento de baixa emissão de carbono
  • Uso inteligente e responsável dos recursos naturais

O Presidente reforçou a necessidade de harmonizar crescimento económico e consumo sustentável de recursos, contribuindo para o bem-estar da sociedade angolana e a preservação da biodiversidade marinha.


Biodiversidade e conservação

Angola possui uma diversidade biológica marinha única, cuja conservação é um desafio estratégico. João Lourenço sublinhou que proteger ecossistemas costeiros e espécies — incluindo aves, peixes e mamíferos — é fundamental, dado o impacto das alterações climáticas e a concentração populacional nas zonas costeiras.

A implementação das estratégias nacionais de Biodiversidade e do Mar será uma ferramenta transformadora, articulando sociedade, economia e ambiente para garantir um futuro sustentável e resiliente.


Integração multisectorial

A nota editorial do canal Pressdigi salienta que a preservação ambiental deve estar alinhada com políticas de outros setores ministeriais, incluindo Educação, Turismo, MINTICS, Interior e Cultura.

A integração multisectorial garante que as ações de proteção do mar e da biodiversidade marinha também promovam bem-estar comum, educação ambiental e desenvolvimento económico sustentável, assegurando que as futuras gerações possam continuar a usufruir dos recursos naturais.


Livro e marco institucional

O lançamento do livro, orientado pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, marca o início de uma nova fase de valorização dos recursos marinhos, servindo de base para a Estratégia Nacional da Biodiversidade Marinha, em consonância com as agendas da ONU e da União Africana.

Para João Lourenço, iniciativas como esta não apenas documentam conhecimento científico, mas também fortalecem a consciência ambiental e a educação para a sustentabilidade em Angola.

Nota Educacional e de Utilidade Pública: Biodiversidade Marinha da Costa Angolana

A costa angolana é reconhecida por sua riqueza em biodiversidade marinha, sendo habitat de espécies comerciais e ecológicas essenciais para a economia, alimentação e equilíbrio ambiental. A região é influenciada pela corrente fria de Benguela, que mantém águas férteis e abriga espécies únicas como o lobo-marinho-do-cabo e diferentes tipos de tartarugas marinhas.


Espécies Marinhas Mais Frequentes e Comerciais

  • Peixes Pelágicos (superfície e meio da água): Carapau, cavala e sardinha — fundamentais para a pesca industrial e artesanal.
  • Peixes Demersais (fundo do mar): Garoupa, corvina e dentão — comuns na plataforma continental e importantes para o consumo local e exportação.
  • Grandes Migradores: Atum — frequenta águas quentes e frias da costa, contribuindo para o comércio e a alimentação.
  • Crustáceos e Moluscos: Camarão e caranguejos — recursos valiosos para a economia pesqueira.

Fauna Associada e Biodiversidade

  • Tartarugas Marinhas: Tartaruga-de-pente e tartaruga-verde — espécies protegidas e essenciais para o ecossistema costeiro.
  • Mamíferos Marinhos: Lobo-marinho-do-cabo — encontrado principalmente no sul de Angola devido às águas frias da corrente de Benguela.

Desafios e Conservação

Apesar de seu valor ecológico e económico, o ecossistema marinho angolano enfrenta ameaças significativas, como pesca ilegal, poluição e degradação ambiental, que colocam em risco espécies comerciais e protegidas. A conservação e o uso sustentável desses recursos são essenciais para garantir a segurança alimentar, a economia local e a preservação ambiental para as futuras gerações.

Fonte: INBAC / FAO / J.A.
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