Evento em Tocantins reforça intercâmbio cultural, negócios e diplomacia entre África e América Latina
BRASÍLIA (BRASIL) — Angola foi oficialmente convidada a participar na primeira edição do Festival da Cultura Africana e Afro-Brasileira, a decorrer de 25 a 27 de Maio, no estado de Tocantins, numa iniciativa que visa reforçar os laços históricos, culturais e económicos entre África e o Brasil.
O convite foi formalizado durante uma reunião de trabalho realizada na Missão Diplomática de Angola em Brasília, envolvendo representantes institucionais e promotores do evento.
UM FESTIVAL PARA UNIR CULTURAS E TERRITÓRIOS
Promovido pela Associação Filhos e Amigos de África (AFAA), o festival surge como uma plataforma de intercâmbio cultural e afirmação identitária, reunindo manifestações artísticas africanas e afro-brasileiras.
O evento será realizado em espaço público, defronte à sede do Governo de Tocantins, com acesso aberto à população.
Entre os objectivos centrais destacam-se:
- Valorização da cultura africana e afrodescendente
- Promoção da igualdade racial
- Incentivo aos estudos afro-brasileiros
- Apoio a estudantes africanos no Brasil
ANGOLA NO CENTRO DA DIÁSPORA CULTURAL
Durante o encontro, o ministro conselheiro José Daio destacou a importância da presença angolana, sublinhando a profundidade dos laços culturais entre os dois países:
“Há alma angolana no Brasil.”
A participação de Angola é vista como estratégica para reforçar a sua presença no circuito cultural internacional e consolidar pontes com a diáspora africana.
PROGRAMAÇÃO: ARTE, NEGÓCIOS E COOPERAÇÃO
Para além das expressões culturais, o festival integra uma vertente económica, com destaque para a realização de um salão de negócios, que irá reunir empresários africanos e brasileiros.
A iniciativa pretende:
- Identificar oportunidades de investimento em África
- Estimular parcerias empresariais
- Promover a cooperação económica bilateral
No plano artístico, está prevista a participação de grupos culturais angolanos, com destaque para as Gingas do Maculusso, entre outros agentes culturais, mediante articulação com a Embaixada de Angola no Brasil.
DIMENSÃO INTERNACIONAL E REPRESENTATIVIDADE
Além de Angola, foram convidados outros países africanos, nomeadamente:
- Senegal
- África do Sul
- Benim
- Guiné-Bissau
A diversidade de representações reforça o carácter internacional do festival e a sua vocação como espaço de diálogo intercultural.
LEITURA ESTRATÉGICA: CULTURA COMO DIPLOMACIA
O festival posiciona-se como uma ferramenta de diplomacia cultural, onde arte, economia e educação convergem para fortalecer relações entre continentes.
Para Angola, a participação representa uma oportunidade de:
- Projectar a sua identidade cultural
- Reforçar a presença na diáspora
- Estimular intercâmbios institucionais e criativos
CONCLUSÃO
A presença angolana no Festival da Cultura Africana e Afro-Brasileira afirma-se como um passo significativo na consolidação de pontes culturais e económicas entre África e o Brasil.
Num cenário de reencontro histórico, a cultura volta a ocupar o centro do diálogo — como memória, identidade e futuro partilhado.
FONTE
Jornal de Angola | Rede Nacional
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao

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