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Academia de Artes Ancestralidade promove infância criativa e desafia famílias a reduzirem o tempo de ecrã

Projeto “Desliga e Brinca” regressa na sua terceira edição para incentivar o teatro, a criatividade e o convívio familiar como alternativas ao uso excessivo de dispositivos digitais

A Academia de Artes Ancestralidade, em Luanda, volta a colocar a arte ao serviço da educação e do desenvolvimento infantil com a realização da III edição do projeto “Desliga e Brinca – Menos Telas, Mais Arte, Mais Infância”, uma iniciativa que procura sensibilizar crianças, pais e encarregados de educação para a importância de um equilíbrio saudável entre o mundo digital e as experiências presenciais de aprendizagem e criação artística.

Realizado durante o período de férias escolares, o projeto reafirma o compromisso da Academia em democratizar o acesso às artes desde a infância, promovendo atividades que estimulam a imaginação, a expressão criativa, a socialização e o fortalecimento dos vínculos familiares.

Arte como instrumento de desenvolvimento infantil

Através de oficinas criativas, teatro, jogos pedagógicos e experiências artísticas, a Academia de Artes Ancestralidade oferece às crianças um espaço de descoberta onde a criatividade ocupa o lugar central do processo educativo.

A iniciativa procura demonstrar que o contacto com as artes contribui para o desenvolvimento emocional, cognitivo e social, incentivando competências como a comunicação, a empatia, o trabalho em equipa e a capacidade de resolver problemas de forma criativa.

Ao privilegiar experiências presenciais, o projeto incentiva igualmente uma infância mais participativa, ativa e ligada ao património cultural angolano.

“Desliga e Brinca” incentiva o equilíbrio digital

Sob o lema “Menos Telas, Mais Arte, Mais Infância”, o programa propõe uma reflexão sobre os desafios associados ao uso excessivo de tablets, telemóveis e outros dispositivos digitais por crianças.

A iniciativa não procura afastar completamente a tecnologia do quotidiano infantil, mas sim incentivar um uso mais equilibrado, valorizando momentos de convivência familiar, brincadeiras tradicionais e atividades culturais capazes de enriquecer o processo de crescimento.

Neste contexto, o teatro assume-se como uma ferramenta pedagógica de grande impacto, permitindo que as crianças desenvolvam a criatividade, a autoconfiança e a capacidade de interação com o outro.

Um serviço público através da cultura

Na sua terceira edição, o projeto consolida-se como uma ação de relevante interesse social, respondendo a um fenómeno que afeta famílias em diferentes partes do mundo: a crescente exposição das crianças aos ambientes digitais.

Ao recorrer à ludicidade, à arte e à educação cultural, a Academia de Artes Ancestralidade procura contribuir para uma infância mais saudável, equilibrada e conectada com valores como a convivência, a criatividade, a identidade cultural e o respeito pelas tradições.

Democratizar o acesso às artes desde a infância

A Academia mantém como missão aproximar as crianças das diferentes linguagens artísticas, tornando o teatro, a expressão corporal, a música, as artes visuais e outras formas de criação acessíveis a um número crescente de famílias.

A iniciativa reforça a importância da educação artística como complemento ao ensino formal e como instrumento de inclusão social, desenvolvimento humano e formação de cidadãos mais conscientes e participativos.

Cultura, família e educação caminham juntas

Projetos como “Desliga e Brinca – Menos Telas, Mais Arte, Mais Infância” evidenciam o papel da cultura enquanto ferramenta de transformação social e de promoção do bem-estar infantil.

Ao incentivar a participação ativa das famílias, valorizar o brincar como elemento essencial do desenvolvimento e promover o contacto com as artes desde os primeiros anos de vida, a Academia de Artes Ancestralidade contribui para formar novas gerações mais criativas, críticas e conscientes da importância do equilíbrio entre tecnologia, cultura e convivência humana.

Fonte: REDE NACIONAL | O País.

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