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Festival Internacional de Teatro do Cazenga prossegue programação dedicada à formação, circulação artística e valorização das artes cénicas em Angola
A XXI edição do Festival Internacional de Teatro do Cazenga (FESTECA) prossegue hoje com uma programação diversificada no Centro de Animação Artística do Cazenga (ANIM’ART), em Luanda, assinalando o oitavo dia de actividades com oficinas de intercâmbio, performances e a apresentação de cinco produções teatrais provenientes de diferentes regiões de Angola e do Brasil.
Reconhecido como uma das mais relevantes plataformas dedicadas às artes cénicas no país, o FESTECA mantém o seu compromisso com a promoção do teatro como instrumento de educação, reflexão social, formação artística e intercâmbio cultural.
Programação reúne diferentes linguagens teatrais
O cartaz do dia contempla espectáculos que exploram diversas estéticas e temáticas sociais, proporcionando ao público experiências que vão do teatro psicológico ao teatro comunitário e à dramaturgia contemporânea.
A programação inclui:
- “Ópio”, pela companhia Vilamartina (Cazenga), às 15h00;
- “Manequim”, do grupo Arte Aprendiz (Mulenvos), às 16h00;
- “15 015”, do colectivo Tala Arte (Camama), às 17h30;
- “Voar é que me põe de pé”, do grupo brasileiro Complexo Negro Palavra (Rio de Janeiro), às 19h00;
- “A Raiz do Medo”, do grupo Estrelas em Palco (Menongue, província do Cubango), às 20h00.
A diversidade da programação evidencia a pluralidade de linguagens artísticas e fortalece o diálogo entre criadores nacionais e convidados internacionais.
Teatro como espaço de reflexão social
Entre os destaques da jornada encontra-se a peça “Ópio”, uma performance multidisciplinar que transporta o espectador para o ambiente de uma unidade psiquiátrica, onde os protagonistas transformam a exclusão social, o preconceito e o sofrimento em manifestações de expressão artística.
A obra propõe uma reflexão sobre questões como a saúde mental, a marginalização, as desigualdades sociais e o acesso limitado às oportunidades, reafirmando o teatro como ferramenta de consciência colectiva e transformação social.
Produção brasileira celebra identidade e resistência
A presença internacional desta edição é reforçada pela apresentação do monólogo “Voar é que me põe de pé”, protagonizado pela actriz brasileira Olívia Araújo.
Inspirado na obra do escritor Marcelino Freire e na poesia de Geni Guimarães, o espectáculo estabelece um diálogo entre literatura afro-brasileira, identidade negra, liberdade e resistência, abordando temas ligados à memória, ancestralidade e emancipação dos povos afrodescendentes.
A produção recupera ainda a conhecida reflexão de Martin Luther King Jr. sobre perseverança e resiliência, transformando-a numa poderosa metáfora cénica sobre superação e esperança.
FESTECA consolida-se como plataforma internacional
Ao longo da presente edição, o Festival Internacional de Teatro do Cazenga continua a reunir grupos, companhias, formadores e profissionais provenientes de diferentes províncias angolanas e de países parceiros, promovendo oficinas, debates, encontros técnicos e espectáculos que fortalecem o intercâmbio artístico.
Mais do que um evento cultural, o FESTECA afirma-se como uma plataforma de circulação de conhecimento, valorização do teatro nacional e aproximação entre diferentes escolas, linguagens e tradições cénicas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável das artes performativas em Angola.
Fonte: REDE NACIONAL | Jornal de Angola.
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao

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