PATRIMÓNIO CULTURAL | Kupolo Njila defende maior valorização da dança tradicional como guardiã da identidade angolana

Grupo cultural apela ao reforço das políticas públicas e à criação de mais espaços para a promoção das artes tradicionais

O Grupo de Dança Kupolo Njila voltou a defender o fortalecimento das políticas públicas de apoio às artes tradicionais, considerando que a dança desempenha um papel determinante na preservação do património cultural, da memória colectiva e da identidade nacional.

A posição foi manifestada, em Luanda, pelo secretário-geral e director de Comunicação e Imagem do colectivo, Milton Kilandambuca, durante a apresentação da agenda de actividades do grupo, ocasião em que destacou a necessidade de criar mais oportunidades para que os grupos de dança tradicional possam apresentar regularmente o seu trabalho junto das comunidades e do público em geral.

Dança tradicional como património vivo

Segundo Milton Kilandambuca, os grupos de dança tradicional representam verdadeiros guardiões da herança cultural angolana, preservando costumes, rituais, saberes e expressões artísticas transmitidos entre gerações.

Na sua perspectiva, investir na cultura tradicional significa proteger a memória histórica do país e fortalecer o sentimento de pertença das novas gerações, contribuindo para a valorização da diversidade cultural que caracteriza Angola.

O responsável considera igualmente que o reconhecimento institucional dos grupos tradicionais constitui um passo importante para assegurar a continuidade das manifestações culturais e incentivar a participação da juventude na preservação das tradições nacionais.

Políticas públicas para fortalecer o sector cultural

Durante a apresentação da programação do colectivo, Milton Kilandambuca defendeu a implementação de políticas públicas mais abrangentes para o sector cultural, bem como a criação de agendas culturais permanentes e inclusivas que permitam aos grupos desenvolver os seus projectos com maior estabilidade e dignidade.

Para o dirigente, a valorização das artes tradicionais deve integrar as estratégias nacionais de desenvolvimento cultural, reconhecendo o seu contributo para a educação patrimonial, a coesão social e a promoção da identidade angolana.

Cultura angolana em representação internacional

Entre as actividades recentes do grupo, destaca-se a participação nas comemorações do 25.º aniversário da Comissão do Golfo da Guiné, realizadas no passado dia 3 de Julho, no Palmeiras Club, em Luanda.

Na ocasião, o Kupolo Njila apresentou a coreografia “Katita”, inspirada nas manifestações culturais da província do Cuanza-Sul, levando ao público uma representação artística das tradições e dos valores culturais daquela região.

Segundo Milton Kilandambuca, a participação no evento constituiu uma oportunidade para projectar a riqueza do património cultural angolano perante representantes de diversos países, demonstrando a dança como instrumento de diálogo intercultural, integração e aproximação entre os povos.

A dança como expressão da identidade nacional

O responsável salientou ainda que o repertório artístico do Kupolo Njila procura preservar e divulgar os costumes, rituais e manifestações culturais das diferentes comunidades angolanas, promovendo uma leitura contemporânea das tradições sem perder a sua autenticidade.

Para o colectivo, cada apresentação representa uma oportunidade de transmitir conhecimento, reforçar o orgulho pela cultura nacional e incentivar a valorização das raízes ancestrais como elemento fundamental para a construção do futuro.

Perspectiva PRESSdigi

Num contexto em que a salvaguarda do património imaterial ganha crescente relevância, iniciativas como as desenvolvidas pelo Kupolo Njila evidenciam o papel estratégico da dança tradicional na preservação da memória colectiva e na afirmação da identidade cultural angolana. O fortalecimento das políticas culturais, aliado ao investimento em espaços de criação e apresentação artística, poderá contribuir para assegurar que este legado continue vivo, inspirando novas gerações e reforçando a presença da cultura angolana nos circuitos nacionais e internacionais.

Fonte: REDE NACIONAL | Jornal de Angola

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