Interrupção prolongada afecta serviços de voz, dados móveis e internet, provocando impactos nas comunicações, actividades empresariais e operações financeiras
Mais de 21 milhões de clientes da UNITEL continuavam, 24 horas após o ataque cibernético registado na madrugada de terça-feira, a enfrentar dificuldades no acesso aos serviços de voz, dados móveis e internet, numa ocorrência que evidencia a crescente importância da cibersegurança para a estabilidade das infra-estruturas críticas e da economia digital em Angola.
A interrupção dos serviços provocou constrangimentos em diversas províncias do país, afectando comunicações pessoais, actividades empresariais, transacções financeiras e o funcionamento de vários serviços dependentes da conectividade digital.
Equipas técnicas trabalham na recuperação gradual dos serviços
Em comunicado divulgado pela operadora, a UNITEL informou que as suas equipas técnicas permanecem mobilizadas para restabelecer, de forma gradual, os serviços afectados pelo incidente.
Apesar dos esforços em curso, a empresa não avançou uma previsão oficial para a reposição integral da normalidade, mantendo os trabalhos concentrados na recuperação da infra-estrutura tecnológica atingida pelo ataque.
Enquanto decorrem as operações técnicas, milhares de clientes continuam a procurar alternativas para garantir a continuidade das suas comunicações.
Utilizadores recorrem a outras operadoras
Perante as limitações verificadas na rede da UNITEL, muitos utilizadores passaram a recorrer temporariamente aos serviços disponibilizados por outras operadoras de telecomunicações, procurando minimizar os impactos provocados pela indisponibilidade da rede.
A situação afectou igualmente profissionais, empresas e instituições que dependem diariamente das comunicações móveis e do acesso permanente à internet para o desenvolvimento das suas actividades.
Impacto estende-se ao sector financeiro e aos serviços digitais
Além das dificuldades nas comunicações, a interrupção da rede provocou constrangimentos em diferentes plataformas digitais e em serviços financeiros que utilizam conectividade móvel para autenticação, pagamentos e outras operações electrónicas.
O episódio voltou a colocar em evidência a crescente dependência dos serviços digitais e a necessidade de reforçar mecanismos de continuidade operacional e resiliência tecnológica.
Incidente ocorre em momento estratégico para a operadora
O ataque cibernético aconteceu na véspera da entrada em negociação das acções da UNITEL na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), processo que assinala uma nova etapa na privatização de 15% do capital da operadora.
Embora não tenha sido estabelecida qualquer relação entre os dois acontecimentos, o incidente ocorre num momento particularmente relevante para a empresa, que reforça a sua presença no mercado de capitais angolano.
Cibersegurança ganha importância estratégica
O incidente reforça a necessidade de investimento contínuo em cibersegurança, protecção de infra-estruturas críticas e mecanismos de resposta rápida a incidentes tecnológicos.
À medida que Angola acelera a transformação digital dos seus serviços públicos e privados, especialistas defendem que o fortalecimento da segurança informática constitui um elemento essencial para garantir a confiança dos utilizadores, proteger dados e assegurar a continuidade dos serviços estratégicos para cidadãos, empresas e instituições.
Enquanto prosseguem os trabalhos de recuperação, milhões de clientes aguardam o restabelecimento integral das comunicações, numa situação que demonstra a relevância crescente da resiliência digital no contexto da economia moderna.
Fonte Principal: REDE NACIONAL | Jornal de Angola
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao


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