Angola e Brasil reforçam eixo estratégico de cooperação bilateral

Luanda – O Brasil consolida-se, actualmente, como o principal parceiro de Angola no domínio da cooperação internacional, com 46 instrumentos em vigor, num universo de 80 acordos bilaterais já assinados entre os dois países. Os dados, divulgados pelo portal informativo (e-Global, J.A. e O País) confirmam a solidez de uma relação histórica e estratégica, alicerçada em afinidades políticas, culturais, económicas e linguísticas que atravessam gerações.

No plano governamental, o Executivo angolano, por intermédio do Ministério das Relações Exteriores (MIREX), está a implementar um programa estruturado de melhoria da gestão dos acordos bilaterais e multilaterais, com particular incidência nos países da África Austral. A iniciativa visa reforçar a eficácia na execução dos compromissos assumidos, alinhando-os às prioridades do desenvolvimento nacional e à agenda de integração regional.

Segundo o Secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Vieira Lopes, o programa tem como eixo central o aprofundamento das relações de cooperação, sobretudo no espaço africano, entendendo a integração regional como factor determinante para o crescimento sustentável e para o fortalecimento das economias do continente.

O responsável sublinhou ainda que Angola mantém uma cooperação activa nos domínios político, económico e comercial com importantes organismos internacionais, entre os quais o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Estas parcerias são consideradas estratégicas para o reforço das políticas públicas e para a implementação de programas estruturantes de impacto social e económico.

Na leitura editorial do press.digi, este reforço da cooperação Angola–Brasil ultrapassa a dimensão estritamente diplomática, afirmando-se como uma oportunidade concreta para o intercâmbio de conhecimento, a dinamização da diplomacia cultural e a consolidação de pontes entre povos historicamente ligados. Num contexto global marcado pela interdependência, Angola projeta-se como actor regional e internacional, convocando governos, instituições, profissionais da comunicação e agentes culturais a participarem activamente na construção e divulgação de uma narrativa sustentada na unidade, fraternidade e cooperação entre nações irmãs.


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