Solenidade no Memorial Dr. António Agostinho Neto reforça pontes de intercâmbio, une autoridades, artistas e académicos, e marca presença inédita da instituição centenária em Angola
Luanda — 25 de Fevereiro de 2026
A cidade de Luanda testemunhou ontem um momento que transcende o protocolo e inscreve-se na memória da cooperação histórica entre Angola e Brasil. Pela primeira vez, a Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura (ABRASCI) realizou em território angolano uma Sessão Extraordinária Internacional para a investidura de novos académicos e para a celebração de figuras prestigiadas da cultura nacional.
O evento decorreu no Auditório do Memorial Dr. António Agostinho Neto, lugar sagrado para a história da libertação de Angola, conferindo à cerimónia um simbolismo profundo. Num ambiente marcado por grande expectativa, a sala foi preenchida por governantes, gestores públicos e privados, corpo diplomático, empresários, professores universitários, artistas, académicos, lideres religiosos e membros da sociedade civil, compondo uma plateia diversa e representativa das relações que unem os dois países.

















1. Uma delegação de peso e uma presença institucional inédita
A ABRASCI fez-se representar por uma delegação oficial de alto nível, integrada por:
- Waldireni Morais Chelala – Presidente do Conselho de Diretores
- Nicholas Aguiar Dias – Vice-Presidente
- Arthur Farrat – Diretor de Relações Públicas
- Janssen Maciel Ribeiro – Diretor de Comunicação
A chegada desta comitiva a Luanda foi interpretada como um gesto diplomático-cultural de grande alcance, reforçando o papel da Academia como promotora de intercâmbio internacional e guardiã da memória intelectual lusófona.

2. Tomada de posse dos “imortais”: Angola reconhecida no espaço académico lusófono
Seis figuras angolanas de reconhecida dimensão nacional e internacional foram oficialmente empossadas como Académicos Imortais da ABRASCI:
- Prof. Doutor Benedito Paulo Manuel – Docente, autor e gestor
- Prof. Doutor José Octávio Serra Van-Dúnem – Professor catedrático, autor e investigador
- Prof. António André Chivanga Barros – Cientista e investigador
- Prof. Doutora Maria Helena Miguel – Docente e investigadora
- Dr. Kussi Bernardo – CEO da Multitel, autor e gestor
- Dra. Maria de Lourdes Roque Caposso Fernandes – Deputada, empresária e Lider de mulheres africanas
A lista inclui ainda o brasileiro Raimundo Lima, artista, empresário, especialista em direito eleitoral, Presidente da AEBRAN e da CCAB, reconhecido como ponte estratégica entre os sectores empresariais de Angola e Brasil.
A investidura destes nomes consolida o compromisso de ambos os países com a excelência académica e a valorização do conhecimento como instrumento de desenvolvimento social.

3. Uma noite de arte, memória e reconhecimento
A solenidade coincidiu com as comemorações do início da luta armada, acrescentando um cunho reflexivo e identitário ao acto. A ABRASCI prestou homenagem a grandes nomes da música angolana, entregando medalhas e certificados de mérito artístico.

Entre os homenageados com medalha de reconhecimento estavam os artístas:
- Yola Semedo
- Filipe Mukenga
- Nino Jazz
- Dodô Miranda

Receberam ainda certificados de mérito os músicos:
- Jay Lorenzo
- Vladmiro Gonga
- Alfredo Yungi
- Bernard Roland
- Mário Gomes
A interligação entre ciência, arte e memória histórica deu à cerimónia uma atmosfera única, reafirmando que o conhecimento também se constrói pela sensibilidade estética, pela música e pela tradição cultural.

4. Um marco de Diplomacia Cultural e Académica entre Angola e Brasil
O press.digi destaca que a presença da ABRASCI em Angola constitui mais do que uma iniciativa protocolar.
Ela abre um ciclo renovado de Diplomacia Cultural, Diplomacia do Conhecimento e Intercâmbio Institucional, capaz de:
- fortalecer as relações entre Estados
- estimular cooperação universitária
- promover mobilidade académica
- incentivar acções sociais e culturais conjuntas
- consolidar a integração lusófona
O acto aproxima gerações, ideias e projectos entre dois povos ligados pela história e pela herança atlântica.
O discurso dos dirigentes brasileiros reforçou a intenção de estabelecer uma relação prolongada com instituições angolanas, universidades, academias, associações culturais e agentes de conhecimento.

5. A visão que uniu autoridades, académicos e sociedade civil
O público presente — composto por diplomatas, governantes, empresários, académicos, artistas e cidadãos — demonstrou clara receptividade à iniciativa, revelando o interesse crescente pela cooperação entre Angola e Brasil.
A atmosfera foi de respeito, celebração e abertura.
O evento registou depoimentos que destacaram:
- o valor da história partilhada
- a necessidade de aprofundar o diálogo cultural
- o potencial académico entre os países
- o papel da juventude angolana no reforço desta ponte atlântica
- a importância de preservar a memória e honrar os heróis da independência
A sessão no MAAN não foi apenas uma cerimónia — foi um ponto de virada simbólico na relação cultural entre as duas nações.

6. Um acontecimento que deixa marca
A ABRASCI, fundada em 1910, reafirma com esta presença o seu compromisso com:
- a promoção do conhecimento
- a conservação da história
- o reconhecimento das artes
- a valorização de personalidades que contribuem para o desenvolvimento social
Em Angola, encontrou um país vibrante, plural e profundamente comprometido com a construção de pontes internacionais.

7. Nota final do press.digi
Para o press.digi, esta solenidade representa:
um acto de afirmação entre povos conectados pela história e pelo futuro; um gesto diplomático-cultural de grande impacto social; e a prova viva de que ciência, arte e memória são elementos estruturantes da cooperação entre Angola e Brasil.
Continuaremos a acompanhar, interpretar e documentar estes momentos que enriquecem a narrativa lusófona e ampliam os horizontes do intercâmbio cultural.

RESUMO – Impressões Gerais do Evento ABRASCI em Luanda
A nossa equipa do press.digi chegou literalmente à tangente da abertura oficial — e o cenário já falava por si: uma sala repleta, viva, colorida, com público diverso e atento. Entre os presentes, destacavam-se académicos, politicos, gestores públicos e privados, artistas, empresários e individualidades de vários estratos sociais, e todos os operarios de vários orgãos de comunicação social num ambiente que misturava expectativa, simbolismo e reverência histórica.
O Mestre de Cerimónia abriu a sessão evocando os três grandes pilares da resistência e da luta armada em Angola — Holden Roberto, Jonas Malheiro Savimbi e António Agostinho Neto — estabelecendo desde cedo um tom de memória e nacionalismo. Seguiram-se os hinos nacionais: o de Angola, interpretado por Filipe Mukenga, e o do Brasil, pela voz de Rallie (Raimundo Lima), numa sintonia que uniu dois povos pela música e pela história.
A cerimónia avançou com momentos de forte carga emocional.
O Dr. José Octávio Serra Van-Dúnem surgiu acompanhado pela mãe, cuja emoção diante do reconhecimento do filho tocou a sala inteira.
A artista Yola Semedo, também agraciada, subiu ao palco não para cantar, mas para falar — e aplaudiu-se o gesto. Com voz suave, deixou palavras de amor, esperança e gratidão, lembrando que o povo angolano sempre foi a raiz das suas inspirações.
Entre os marcos da noite, destacou-se Luísa Caposso, a primeira mulher distinguida com a Ordem dos Académicos Imortais da ABRASCI naquele acto, seguida da Dra. Maria Helena Miguel, consolidando a força feminina na produção intelectual e científica do país.
O encerramento coube à Presidente do Conselho de Diretores, Waldireni Morais Chelala, que não escondeu a emoção ao reconhecer a energia, a receptividade e a hospitalidade dos angolanos. Sublinhou ainda o papel das instituições parceiras, como o IMETRO e demais organismos académicos, que ajudaram a viabilizar esta ponte histórica entre Brasil e Angola.
A noite terminou com um momento extra-programa: sessão de autógrafos do Prof. Benedito Paulo Manuel e exposição da obra Educação Transformadora – Um guia para jovens e para o futuro de Angola, do académico Dr. António André Chivanga Barros, que rapidamente atraiu leitores, curiosos e admiradores.

APRESENTAÇÃO DA GALERIA — CORTESIA PRESS.DIGI
A nossa galeria desta edição é apresentada como um gesto de cortesia e reconhecimento à ABRASCI, ao Memorial Dr. António Agostinho Neto (MAAN) e a todos os compatriotas que fizeram desta sessão histórica um encontro de saberes, memórias e identidade.
Dedicamos, com carinho especial, esta colectânea visual à classe artística angolana, cuja força criativa continua a ser o pulsar vivo do nosso património cultural. Cada fotografia captada pela nossa equipa não é apenas o registo de um momento — é a celebração de uma Angola que pensa, cria, sonha e se afirma no diálogo entre nações.
Com este conjunto de imagens, o press.digi reafirma o seu compromisso de documentar, valorizar e partilhar histórias que aproximam povos e honram aqueles que, com o seu talento e entrega, moldam a alma cultural do nosso país.
















































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