Festival encerra a sua VII edição com prémios marcantes, homenagem a Óscar Gil e o reforço de uma nova geração de profissionais do audiovisual
O Festival Internacional de Curta-Metragem da Kianda (FESC-KIANDA) regressou em grande à capital angolana em janeiro de 2026, integrando de forma simbólica as celebrações dos 450 anos de Luanda. Reconhecido como uma das principais plataformas de promoção do cinema nacional, o festival consolidou nesta edição o seu estatuto de referência, reunindo criadores, realizadores, actores, críticos e amantes da sétima arte.
Com uma programação robusta, que incluiu cerca de 50 filmes em competição, workshops, debates e sessões especiais em espaços como o Instituto Guimarães Rosa, a edição deste ano destacou a força criativa que tem marcado o panorama audiovisual angolano.

Uma homenagem à história: Óscar Gil como figura central da edição
A VII edição do FESC-KIANDA prestou um tributo especial ao cineasta Óscar Gil, um dos nomes mais influentes da cinematografia angolana. Reconhecido pelo seu contributo pioneiro e pela dedicação à formação de novos talentos, Óscar Gil recebeu o Troféu de Honra numa noite que reafirmou a importância da memória, da valorização cultural e da continuidade artística.

Os grandes vencedores da Gala de Encerramento
A cerimónia de encerramento, realizada no emblemático Palácio de Ferro, destacou o melhor da produção cinematográfica nacional em 16 categorias, revelando novos talentos e celebrando trajectórias já consolidadas.
O grande triunfador da noite foi o filme “Não Sei o Que É”, que arrebatou três dos mais relevantes galardões:
- Melhor Filme
- Melhor Roteiro
- Melhor Fotografia
A obra confirma-se como um dos projectos mais sólidos e artisticamente consistentes da safra recente.

No plano das interpretações, foram distinguidos:
- Fernando Mailoge – Melhor Actor
- Cláudia Pucuta – Melhor Actriz
- Gusmão Soeiro – Melhor Actor Coadjuvante
- Filomena Manuel – Melhor Actriz Coadjuvante
Já o troféu de Melhor Realizador foi entregue a Emílio Lucombo, pela maturidade narrativa e precisão estética do seu trabalho.
Outros vencedores incluem:
- Melhor Edição – “Cunanga aos 30” (que recebeu ainda uma Menção Honrosa)
- Melhor Documentário – “Kianda – Crenças e Rituais”
- Melhor Maquilhagem – “Frenesi”
Uma noite que reafirmou o vigor da produção nacional e a capacidade do festival em revelar tendências e talentos emergentes.









Um festival que projeta Angola para o mundo
O FESC-KIANDA assume-se como uma ponte entre o cinema nacional e o circuito internacional de curtas-metragens. A cada edição, o festival tem ampliado parcerias, intercâmbios e oportunidades de formação.
A presença de obras que, em edições anteriores, ganharam visibilidade global — como “50 Kwanzas”, de Jesualdo Muvuma, premiado internacionalmente após o festival — demonstra o impacto real que o evento tem na expansão da produção angolana para novas audiências.

O olhar jovem de uma nova geração: Créditos fotográficos para Dionisio Daniel
A cobertura fotográfica oficial desta edição contou com o talento do jovem cineasta Dionisio Daniel, profissional que vem se destacando pela sua versatilidade e sensibilidade estética nas áreas de produção, actor, sonoplastia e imagem cinematográfica.
Colaborador e parceiro natural de Daltron Costa, acabou colaborar com iniciativas ligadas à DIGITECHNOLOGY e um dos pilares visuais do futuro projecto DOC.AO, Dionisio Daniel representa o vigor de uma nova geração de criadores que está a reinventar o audiovisual angolano — com técnica, profissionalismo e profunda paixão pelo cinema.
A sua lente captou momentos decisivos do festival, desde bastidores à gala, oferecendo um registo visual que honra a dimensão cultural do evento.

Luanda, cinema e futuro: um festival que cresce com a cidade
O FESC-KIANDA 2026 reforça o seu papel como espaço de encontro artístico, plataforma de formação e vitrine da criatividade angolana. Em ano de celebração dos 450 anos de Luanda, o festival reafirmou a cidade como centro de produção cultural e destino relevante no mapa cinematográfico africano.
A cada curta-metragem exibida, a cada workshop ministrado e a cada aplauso no Palácio de Ferro, ficou evidente que o cinema angolano vive um momento de afirmação — diverso, ousado e preparado para dialogar com o mundo.



































Nota Editorial – press.digi
A equipa da press.digi reconhece e valoriza a importância do FESC-KIANDA como motor de desenvolvimento cultural e afirmação criativa. O festival não apenas celebra filmes: ele constrói pontes, forma públicos, inspira jovens realizadores e fortalece a identidade cinematográfica nacional.
Que os próximos capítulos do cinema angolano sejam tão vibrantes quanto a energia vivida nesta VII edição.
Fonte dos dados institucionais: press.digi
Créditos Fotográficos Oficiais: Dionisio Daniel.


Deixe um comentário