Indústria transformadora consolida papel estratégico na diversificação económica de Angola

Indústria & Económia| Impacto Social

O Ministério da Indústria e Comércio reforçou, nesta sexta-feira, a centralidade da indústria transformadora como um dos pilares da estratégia de diversificação económica de Angola. Durante a abertura da VI edição do Fórum Indústria, o Ministro Rui Miguêns de Oliveira destacou os resultados positivos do sector em 2025, refletindo a aceleração da produção e o fortalecimento da economia não petrolífera do país.

De acordo com o governante, o crescimento mais expressivo ocorreu nos segundo, terceiro e quarto trimestres, com expansão homóloga de 13,82% e 16,46%, consolidando a indústria transformadora como um motor estratégico para o desenvolvimento nacional. Entre os subsectores que mais contribuíram estão a indústria alimentar, de bebidas e do tabaco, com destaque para o aumento de 132% no segmento, e crescimento superior a 135% apenas no setor alimentar. Estes números evidenciam o dinamismo na transformação de produtos agrícolas e no abastecimento do mercado interno.

Durante o evento, Rui Miguêns de Oliveira ressaltou alguns dos projectos estruturantes do sector, incluindo:

  • ITRACOM Angola Fertilizantes
  • Fábrica de alumínio Huatong
  • Fábrica de processamento de tomate do Dombe Grande
  • Refitec
  • Opaia Automóveis
  • Refinaria de Óleo Refinole

A VI edição do Fórum da Indústria, organizada pelo Jornal Expansão, teve como tema central “A Estrutura de Custos da Actividade Industrial em Angola”, reunindo especialistas, empresários e gestores do setor para discutir eficiência produtiva, estratégias de crescimento e sustentabilidade da indústria transformadora no contexto da diversificação económica.

O fortalecimento da indústria transformadora é, para o Ministério, um vetor não apenas de crescimento económico, mas também de geração de emprego, capacitação tecnológica e fortalecimento da cadeia produtiva nacional, consolidando Angola como um país com maior resiliência económica e capacidade de produção interna.

Nota Editorial – Indústria Transformadora e Desenvolvimento Social em Angola

O crescimento acelerado da indústria transformadora em Angola, refletido nos números apresentados pelo Ministério da Indústria e Comércio, vai muito além de estatísticas económicas. A expansão de subsectores como alimentos, bebidas e tabaco — com aumentos homólogos superiores a 130% — revela não apenas a capacidade produtiva do país, mas também o impacto direto na vida dos cidadãos.

Do ponto de vista social, a consolidação da indústria transformadora significa:

  • Geração de emprego qualificado e oportunidades de renda em diversos municípios, especialmente em áreas antes dependentes da importação de produtos.
  • Fortalecimento da economia local, garantindo que mais produtos essenciais sejam produzidos internamente, beneficiando consumidores e pequenos empreendedores.
  • Incentivo à capacitação técnica e profissionalização, uma vez que os projectos estruturantes requerem mão de obra especializada e treinamentos contínuos.
  • Melhoria da segurança alimentar e abastecimento interno, ao aumentar a transformação de produtos agrícolas e reduzir dependência externa.

Neste contexto, os números apresentados pelo Ministério refletem não só crescimento económico, mas também um potencial transformador para o bem-estar social e inclusão produtiva. É fundamental que este dinamismo industrial seja acompanhado de políticas públicas que promovam capacitação, equidade e sustentabilidade, permitindo que o crescimento do setor se traduza em benefícios concretos para toda a sociedade angolana.

A indústria transformadora, assim, confirma-se como vetor estratégico de desenvolvimento económico e social, consolidando a diversificação económica como caminho para uma Angola mais resiliente, produtiva e inclusiva.