ECONOMIA AZUL & COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
Angola e a China assinaram um Memorando de Entendimento no domínio das pescas e aquicultura, reforçando os laços de cooperação estratégica entre os dois países no quadro do desenvolvimento sustentável da economia azul e da segurança alimentar.
O acordo foi rubricado entre o Ministério das Pescas e Recursos Marinhos de Angola e o Ministério do Desenvolvimento Rural e Pescas da República Popular da China, privilegiando áreas ligadas à governança pesqueira internacional, investigação científica, formação técnica e expansão da aquicultura.
Cooperação estratégica para o desenvolvimento sustentável
A assinatura do memorando surge num momento em que Angola procura fortalecer a capacidade produtiva do sector pesqueiro e aumentar a contribuição da aquicultura na diversificação da economia nacional e no combate à fome.
Durante o acto, o ministro chinês do Desenvolvimento Rural e Pescas, Zhang Zhu, destacou a importância da cooperação bilateral já existente entre os dois países no sector das pescas, manifestando interesse em aprofundar a parceria em áreas consideradas estratégicas.
Segundo o governante chinês, Pequim pretende cooperar com Angola no desenvolvimento da aquicultura, na pesca de longo curso e no reforço da governança pesqueira internacional, partilhando experiências acumuladas ao longo de décadas.
Experiência chinesa inspira modelo de produção
A China é actualmente considerada o maior produtor mundial de peixe de cultivo, com uma produção anual estimada em 63 milhões de toneladas, resultado de uma forte aposta na aquicultura como mecanismo de segurança alimentar e acesso à proteína animal.
O modelo chinês permitiu ampliar significativamente o acesso alimentar da população, estimada em cerca de 1,4 mil milhões de habitantes, sendo hoje uma das principais referências mundiais no sector aquícola.
Para Angola, a experiência chinesa poderá representar uma oportunidade de modernização técnica e científica, sobretudo no aproveitamento sustentável dos recursos marinhos e no aumento da produção local de pescado.
Angola quer reforçar capacidade técnica e científica
Por sua vez, a ministra angolana das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto, destacou que actualmente cerca de 50 por cento da frota pesqueira que opera em águas angolanas é de origem chinesa, demonstrando a forte presença daquele país asiático no sector.
A governante defendeu igualmente a necessidade de Angola aproveitar a experiência chinesa nos domínios da aquicultura, investigação científica e formação de quadros especializados, visando impulsionar a capacidade técnica nacional.
O memorando agora assinado enquadra-se na estratégia de fortalecimento da cooperação económica entre Angola e China, particularmente em sectores considerados fundamentais para o desenvolvimento sustentável e geração de emprego.
Economia azul ganha novo impulso
Especialistas consideram que o reforço da cooperação no sector das pescas poderá contribuir para o aumento da produção alimentar, redução das importações e valorização das cadeias produtivas ligadas ao mar.
A aposta na aquicultura surge também como alternativa estratégica para garantir maior estabilidade no abastecimento de pescado às populações, promovendo simultaneamente inovação, investigação científica e desenvolvimento comunitário nas zonas costeiras.
Fonte: REDE NACIONAL | Ministério das Pescas e Recursos Marinhos
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao




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