Téte António recebe Cartas Credenciais de John Anthony Roche e abre nova etapa de diálogo sobre prevenção de riscos e resposta a emergências
Luanda – O ministro das Relações Exteriores, Embaixador Téte António, recebeu, na tarde desta segunda-feira, as Cartas Credenciais de John Anthony Roche, novo representante da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) para Angola e Moçambique.
O acto, realizado nas instalações do Ministério das Relações Exteriores (MIREX), formalizou o início das funções do representante da organização junto da República de Angola e reforçou a perspectiva de continuidade da cooperação humanitária entre as duas partes.
MIREX reafirma apoio à acção humanitária
Durante o encontro, Téte António reiterou o apoio do Ministério das Relações Exteriores à Cruz Vermelha e às acções desenvolvidas em Angola.
O chefe da diplomacia angolana destacou a importância da cooperação e da parceria institucional para a concretização dos objectivos humanitários da organização, particularmente na protecção das populações em situação de vulnerabilidade.
A relação institucional deverá continuar a privilegiar mecanismos de diálogo e coordenação com as estruturas nacionais responsáveis pela resposta humanitária.
Novo representante aposta no reforço do diálogo
Por seu lado, John Anthony Roche manifestou a expectativa de contribuir para o aprofundamento do diálogo com as autoridades angolanas e para o reforço da cooperação humanitária.
A sua actuação deverá ser desenvolvida em articulação com a Cruz Vermelha de Angola (CVA) e outros parceiros relevantes, procurando ampliar a capacidade de resposta às necessidades das comunidades.
A apresentação das Cartas Credenciais representa, assim, um novo momento formal na relação entre Angola e a FICV.
Prevenção e resposta a emergências entre as prioridades
A nova etapa de cooperação poderá abranger áreas como prevenção de riscos, gestão de desastres, resposta a emergências, saúde, mobilização comunitária e protecção das populações vulneráveis.
A FICV trabalha com as Sociedades Nacionais para reforçar a preparação das comunidades e melhorar as capacidades locais de resposta perante crises e fenómenos naturais.
Em Angola, a organização apoia a Cruz Vermelha de Angola, que desempenha o papel de auxiliar dos poderes públicos no domínio humanitário.
FICV mantém intervenção em saúde e desastres
A cooperação no país inclui iniciativas relacionadas com a gestão e redução do risco de desastres, preparação para emergências, saúde e desenvolvimento das capacidades institucionais.
A actuação assume particular relevância perante a ocorrência de fenómenos naturais e emergências sanitárias capazes de afectar comunidades vulneráveis.
A organização mantém igualmente mecanismos de apoio às populações afectadas por cheias e outros fenómenos naturais, contribuindo para a assistência imediata e para o reforço da capacidade das estruturas locais.
Resposta à cólera integra experiência recente
Entre os domínios de intervenção da FICV em Angola está também o apoio a respostas a surtos de doenças, com destaque para as acções realizadas em parceria com a Cruz Vermelha de Angola durante o surto de cólera registado no país a partir de 2025.
As iniciativas incluíram actividades de promoção da higiene, sensibilização comunitária, acesso à água segura e prevenção da propagação da doença.
A experiência reforça a importância da preparação comunitária e da articulação entre organizações humanitárias, autoridades e estruturas locais de saúde.
Uma rede humanitária de dimensão global
A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho constitui uma das maiores redes humanitárias do mundo, reunindo 191 Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.
A organização apoia as suas Sociedades Nacionais na prevenção e resposta a catástrofes, crises sanitárias e outras emergências, além de trabalhar no fortalecimento da resiliência das comunidades e das capacidades locais.
A FICV integra o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, juntamente com o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e as Sociedades Nacionais.
Princípios humanitários orientam a cooperação
A actuação da Federação é desenvolvida em conformidade com os princípios fundamentais do Movimento, entre os quais humanidade, imparcialidade, neutralidade, independência, voluntariado, unidade e universalidade.
Estes princípios orientam a intervenção humanitária e procuram garantir que a assistência seja prestada de acordo com as necessidades das populações afectadas, independentemente da sua origem ou condição.
Angola e FICV aprofundam parceria institucional
A chegada do novo representante da FICV cria condições para aprofundar uma cooperação centrada na prevenção, preparação e resposta humanitária, ao mesmo tempo que reforça a articulação com as instituições nacionais.
Para Angola, a parceria representa uma oportunidade para ampliar mecanismos de preparação diante de riscos naturais e sanitários e fortalecer a capacidade das comunidades de responder a situações de emergência.
A apresentação das Cartas Credenciais de John Anthony Roche marca, assim, uma nova etapa numa relação orientada para a protecção da vida, redução de vulnerabilidades e fortalecimento da resiliência das populações.
Fonte: REDE NACIONAL | Ministério das Relações Exteriores / MIREX
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao

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