BNA REFORÇA ESTRUTURA DE GOVERNANÇA COM NOVA DIRECÇÃO DO COMITÉ DE REMUNERAÇÕES

Mário Palhares assume presidência do Comité de Remunerações

O recém-nomeado presidente do Comité de Remunerações do Banco Nacional de Angola (BNA), Mário Palhares, assumiu formalmente as novas funções, comprometendo-se a exercer o cargo com transparência, responsabilidade e foco na obtenção de resultados positivos para a instituição.

A cerimónia de tomada de posse realizou-se esta segunda-feira, nas instalações do BNA, em Luanda, sob orientação do ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, e contou com a presença de membros do Conselho de Administração do Banco Nacional de Angola.

Regresso ao BNA após três décadas

Ao assumir a nova responsabilidade, Mário Palhares destacou a confiança depositada na sua nomeação e manifestou a intenção de contribuir para o fortalecimento institucional do Banco Central.

O novo responsável referiu que regressa ao BNA cerca de 30 anos depois de ter deixado a instituição, assumindo o desafio com o propósito de garantir um desempenho efectivo das funções que lhe foram confiadas.

“Tudo farei para que o desempenho da minha função seja realmente efectivo com transparência e com resultados positivos para esta instituição”, declarou Mário Palhares.

O responsável sublinhou igualmente o compromisso de defender a instituição e contribuir para o cumprimento das suas responsabilidades.

Composição do Comité de Remunerações

O Comité de Remunerações é constituído por três membros, segundo o enquadramento apresentado durante a cerimónia.

O órgão integra:

  • um representante indicado pelo Titular do Poder Executivo, que exerce a função de presidente;
  • um ex-governador do Banco Nacional de Angola, indicado pelo Conselho de Administração;
  • um terceiro membro de reconhecida idoneidade, independência e experiência nas matérias relacionadas com as atribuições do BNA, escolhido pelos dois primeiros membros.

A estrutura procura assegurar a participação de diferentes perfis e experiências na apreciação das matérias relacionadas com o regime remuneratório dos membros do Conselho de Administração abrangidos pela legislação.

Compromisso com integridade e interesse público

Durante a cerimónia, Mário Palhares prestou juramento de fidelidade à Pátria, comprometendo-se a defender os princípios fundamentais da ordem constitucional, respeitar e fazer respeitar as leis e desempenhar as suas funções com zelo e dedicação.

O termo de posse inclui igualmente o compromisso de combater práticas de corrupção e nepotismo, bem como de se abster de actos susceptíveis de lesar o interesse público.

O incumprimento destes compromissos poderá determinar responsabilização nos termos da legislação em vigor.

Massano aponta reforço da capacidade institucional

Ao conferir posse ao novo presidente do Comité de Remunerações, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, desejou êxitos a Mário Palhares e considerou que a sua nomeação poderá contribuir para o reforço da capacidade institucional do Banco Nacional de Angola.

Segundo o governante, o Comité deverá trabalhar em articulação com a equipa do BNA e com os restantes membros que venham a integrar o órgão, contribuindo para a valorização da instituição e dos seus profissionais.

Estatuto remuneratório e independência do Banco Central

Entre as competências do Comité de Remunerações está a aprovação do relatório técnico que fixa o estatuto remuneratório dos membros do Conselho de Administração abrangidos pela lei.

O estatuto remuneratório deverá observar critérios relacionados com a preservação da independência dos membros do Conselho de Administração e considerar factores como a complexidade, exigência e responsabilidade associadas às funções.

Deverão igualmente ser tidos em conta os níveis remuneratórios praticados para os trabalhadores do BNA, a dimensão e evolução dos sectores abrangidos pela actividade do Banco Central e as especificidades do sistema financeiro nacional.

Referências regionais para a política remuneratória

O enquadramento do estatuto remuneratório contempla ainda a observação das regras e práticas aplicáveis aos Bancos Centrais da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e de outros sistemas de Bancos Centrais.

A referência a práticas regionais e internacionais insere-se na necessidade de enquadrar as responsabilidades dos órgãos de administração do Banco Central em critérios compatíveis com a natureza das suas funções e com os princípios de independência institucional.

A constituição e entrada em funções do Comité de Remunerações acrescentam, assim, uma nova dimensão à estrutura de governação do BNA, particularmente no acompanhamento das matérias relacionadas com o estatuto remuneratório e a responsabilidade institucional.

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Classe / Tema: Economia | Banca | Governança Institucional | Transparência

Fonte principal: CIPRA — Centro de Imprensa da Presidência da República de Angola.