CULTURA | DIPLOMACIA CULTURAL
Expressões artísticas nacionais acompanharam os trabalhos do fórum e reforçaram a cultura como instrumento de união, diálogo e valorização da mulher africana
A cultura angolana assumiu um papel de destaque durante a realização do II Fórum Internacional da Mulher para a Paz e Democracia, promovido em Luanda nos dias 9 e 10 de Julho, contribuindo para enriquecer o ambiente institucional através da música, da dança e da valorização do património artístico nacional.
Ao longo dos dois dias de actividades, diversas manifestações culturais acompanharam os momentos protocolares e de convívio entre as delegações nacionais e internacionais, evidenciando a cultura como uma ferramenta de aproximação entre os povos e de promoção da identidade africana.
Tradição angolana recebeu delegações internacionais
A abertura do programa cultural foi marcada pela actuação do Grupo Kina Kumoxi, que acolheu os participantes com danças tradicionais, marimbas, apitos e outros instrumentos típicos, apresentando trajes representativos da diversidade cultural angolana.
No interior da sala principal, a cantora Ângela Ferrão brindou os convidados com um repertório de acolhimento, antecedendo a sessão solene de abertura.
Música marcou a abertura oficial do Fórum
Um dos momentos mais simbólicos da cerimónia foi protagonizado por Beth Mambo, acompanhada pela Orquestra Camerata de Luanda, que interpretou o Hino Nacional de Angola e o Hino da União Africana, reforçando o espírito de integração continental que norteou todo o encontro.
Seguiu-se a actuação das Gingas do Maculusso, com a apresentação do tema “Filhas de África”, numa homenagem à força, liderança e contribuição histórica das mulheres africanas para o desenvolvimento das suas comunidades.
Artistas celebraram a diversidade cultural africana
A programação artística do primeiro dia integrou ainda actuações de Lulas da Paixão e Filipe Mukenga, que proporcionaram momentos de grande envolvimento do público, através de interpretações que despertaram emoção, canto e participação espontânea das delegações presentes.
No segundo dia, o ambiente voltou a ser enriquecido pelas exibições do Ballet Tradicional Kilandukilu, que apresentou manifestações do folclore angolano e do semba, reafirmando a riqueza das tradições culturais nacionais.
Beth Mambo regressou ao palco, desta vez acompanhada pela Banda MozAngola, que também acompanhou as apresentações de Edna Mateia, Gabriel Tchiema e Carlos Lamartine, artistas reconhecidos pelo seu contributo à música angolana.
Momento de descontração marcou o encerramento das actividades
Entre os momentos mais descontraídos do programa destacou-se a intervenção de Carlos Lamartine, que recordou publicamente que a Ministra de Estado para a Área Social, Maria do Rosário Bragança, havia sido sua bailarina em tempos passados, declaração recebida com sorrisos e aplausos, posteriormente confirmada pela própria governante.
O encerramento cultural esteve a cargo da Banda MozAngola, com a cantora Emely a interpretar o clássico “Mario”, do lendário músico congolês Franco Luambo Makiadi, encerrando o fórum num ambiente de celebração da cultura africana, fraternidade e partilha entre as participantes.
Cultura como instrumento de paz e diplomacia
Para além dos debates políticos e sociais sobre o papel da mulher na promoção da paz, da democracia e do desenvolvimento sustentável, o Fórum demonstrou que a cultura continua a desempenhar uma função estratégica na diplomacia entre os povos, promovendo valores de diálogo, respeito pela diversidade e valorização das identidades africanas.
A presença de artistas de diferentes gerações evidenciou a vitalidade da criação cultural angolana e o seu contributo para a construção de uma narrativa africana assente na memória, na inclusão e na cooperação internacional.
Fonte: REDE NACIONAL | Jornal de Angola
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao

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