Economia de Impacto Social | Produção Nacional | Emprego | Investimento | Desenvolvimento Sustentável
O fortalecimento da produção nacional e o crescimento da actividade empresarial estiveram entre os principais temas destacados pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, durante a abertura da 41.ª edição da Feira Internacional de Angola (FILDA 2026).
Ao abordar o actual momento da economia angolana, o governante destacou o dinamismo registado em sectores considerados estratégicos para o desenvolvimento do país, com realce para a agricultura, indústria transformadora, energia, transportes, telecomunicações, turismo e serviços.
A intervenção colocou em evidência a necessidade de transformar o crescimento económico em oportunidades concretas para as famílias e comunidades, reforçando a ligação entre produção, investimento, criação de emprego e melhoria das condições de vida.
Agricultura ganha peso na economia e reforça aposta na produção nacional
Entre os exemplos apresentados, José de Lima Massano destacou a evolução da agricultura, sector que, segundo afirmou, praticamente duplicou o seu peso na formação do Produto Interno Bruto ao longo da última década.
O crescimento foi associado às políticas públicas orientadas para o aumento da produção nacional e o reforço da segurança alimentar.
A evolução do sector agrícola surge, assim, como um dos indicadores da estratégia de diversificação económica, num contexto em que Angola procura reduzir a dependência das importações e ampliar a capacidade interna de produção.
Produzir mais, melhor e com maior competitividade
Apesar dos avanços registados, o ministro de Estado reconheceu que o processo de transformação económica continua a exigir novos esforços.
A prioridade, segundo José de Lima Massano, passa por produzir mais, produzir melhor e garantir qualidade, eficiência e competitividade.
Para alcançar esse objectivo, apontou a necessidade de continuar a investir no capital humano, infra-estruturas, logística, tecnologia e inovação, elementos considerados essenciais para aumentar a produtividade e fortalecer a capacidade das empresas nacionais.
O governante defendeu igualmente a continuidade das reformas destinadas a simplificar procedimentos administrativos, melhorar o ambiente de negócios e ampliar o acesso ao financiamento produtivo.
Pequenas e médias empresas no centro da economia real
As micro, pequenas e médias empresas foram apontadas como parte fundamental do tecido empresarial angolano e como agentes importantes na geração de emprego e dinamização das economias locais.
O acesso ao financiamento e a criação de melhores condições para o desenvolvimento empresarial constituem, neste sentido, factores determinantes para transformar o crescimento económico em impacto social.
A aposta no empreendedorismo e na expansão das empresas nacionais poderá contribuir para fortalecer as cadeias de produção, estimular a inovação e criar novas oportunidades de rendimento para as famílias.
Crescimento económico reflecte-se na criação de empregos
No primeiro trimestre deste ano, a economia angolana registou um crescimento de 5,3%, segundo dados apresentados pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica.
José de Lima Massano indicou que o desempenho económico tem vindo a traduzir-se também numa maior criação de emprego, com impacto particularmente relevante para a juventude.
Entre Janeiro de 2023 e Junho de 2026, foram criados cerca de 774 mil empregos formais, dos quais aproximadamente 95% resultaram da dinâmica do sector privado.
Os números apresentados colocam o sector empresarial como um dos principais motores da criação de oportunidades de trabalho e reforçam a importância de políticas económicas capazes de aproximar investimento, produção e inclusão social.
Sector privado como motor de impacto nas comunidades
Na perspectiva apresentada pelo ministro, a criação de condições favoráveis ao investimento e à iniciativa empresarial produz efeitos que ultrapassam os indicadores económicos.
A expansão da actividade empresarial pode traduzir-se em novos empregos, maior circulação de rendimento e oportunidades para as famílias e comunidades.
Esta visão aproxima a agenda económica da lógica de Economia de Impacto Social, na qual o crescimento é avaliado não apenas pela sua dimensão financeira, mas também pela capacidade de gerar benefícios concretos para a sociedade.
FILDA afirma-se como espaço estratégico para o empresariado
Ao destacar a importância da FILDA, José de Lima Massano referiu o reconhecimento, por parte do Presidente da República, do certame como uma das principais manifestações da vitalidade do sector privado angolano.
Ao longo de mais de quatro décadas, a feira consolidou-se como um espaço de encontro entre empresas nacionais e internacionais, acompanhando a transformação da economia angolana e a evolução das oportunidades de investimento no país.
A FILDA 2026 surge, assim, como uma plataforma de exposição, negócios e criação de parcerias, num momento em que Angola procura afirmar uma economia mais diversificada, competitiva e integrada nos mercados regional e internacional.
Produção, emprego e investimento como pilares do desenvolvimento
A mensagem deixada na abertura da FILDA 2026 reforça a necessidade de uma economia capaz de transformar recursos e potencial produtivo em oportunidades reais para a população.
O desafio passa por consolidar uma trajectória de crescimento que combine produção nacional, inovação, competitividade, emprego e inclusão económica, criando condições para que empresas de diferentes dimensões possam contribuir para o desenvolvimento sustentável do país.
Neste contexto, a FILDA mantém-se como uma importante vitrina da economia angolana e como espaço de aproximação entre empresários, investidores e parceiros, contribuindo para projectar a capacidade produtiva nacional e estimular novas oportunidades de cooperação económica.
Fonte: REDE NACIONAL | Jornal de Angola
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao

Deixe um comentário