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José de Lima Massano destaca confiança internacional na escolha de Angola para acolher Cimeira Financeira de África
A escolha de Luanda para acolher, em Novembro deste ano, a Cimeira da Indústria Financeira Africana (AFIS) foi destacada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, como um forte sinal de confiança internacional nas reformas económicas e institucionais actualmente em curso em Angola.
A declaração foi feita quinta-feira, em Kigali, Rwanda, durante uma intervenção dirigida ao Conselho de Administração da African Financial Industry Summit (AFIS), no quadro da participação angolana no Africa CEO Forum 2026.
Segundo José de Lima Massano, a selecção da capital angolana representa não apenas reconhecimento internacional, mas também a consolidação de Luanda como um centro financeiro emergente no continente africano.
LUANDA NO CENTRO DO DIÁLOGO FINANCEIRO AFRICANO
Para o Executivo angolano, a realização da AFIS em Luanda constitui uma oportunidade estratégica para aproximar os grandes centros financeiros das regiões africanas em crescimento económico acelerado.
O governante defendeu que o encontro servirá como plataforma de diálogo entre governos, instituições financeiras, investidores internacionais e actores económicos africanos, promovendo parcerias estruturantes em áreas prioritárias como:
- energia;
- agricultura;
- indústria;
- logística;
- conectividade digital;
- economia tecnológica;
- integração financeira regional.
José de Lima Massano sublinhou ainda que Angola pretende transformar o evento numa plataforma geradora de resultados concretos, criação de redes de cooperação e fortalecimento de oportunidades económicas para o continente africano.
REFORMAS ECONÓMICAS GANHAM RECONHECIMENTO
Durante a sua intervenção, o ministro destacou o processo de transformação económica e institucional vivido por Angola nos últimos anos, sustentado por reformas voltadas à modernização do ambiente de negócios e ao reforço da confiança dos investidores.
Entre as principais medidas referidas constam:
- simplificação de procedimentos administrativos;
- melhoria dos mecanismos de licenciamento;
- reforço das garantias jurídicas para investidores;
- liberalização progressiva do mercado cambial;
- abertura da conta de capital;
- facilitação dos fluxos financeiros transfronteiriços.
O governante considerou que estas reformas estão a criar bases mais sólidas para o crescimento económico sustentável e para a integração de Angola nos mercados financeiros internacionais.
PRIVATIZAÇÕES E DIVERSIFICAÇÃO DA ECONOMIA
Outro dos pontos destacados por José de Lima Massano foi o programa de privatizações e abertura de capital ao sector privado, envolvendo mais de uma centena de empresas públicas e participações estatais.
Segundo o ministro, este processo visa dinamizar a economia nacional, estimular a competitividade e aumentar a participação do investimento privado nos principais sectores produtivos.
O governante avançou ainda que os resultados começam a tornar-se visíveis, com o sector não petrolífero a registar crescimento superior a 5% ao ano nos últimos dois exercícios económicos, representando actualmente cerca de 86% da economia nacional.
Para o Executivo, estes indicadores demonstram que a diversificação económica deixou de ser apenas uma projecção estratégica e começa a consolidar-se como realidade concreta.
INFRA-ESTRUTURAS COMO MOTOR DO CRESCIMENTO
José de Lima Massano reiterou igualmente a aposta do Governo em infra-estruturas estratégicas consideradas essenciais para acelerar a produtividade e melhorar a competitividade económica do país.
Entre os investimentos prioritários destacam-se:
- abastecimento de água;
- energia eléctrica;
- corredores logísticos;
- caminhos-de-ferro;
- portos;
- aeroportos;
- conectividade digital;
- estradas nacionais.
Segundo o ministro, o objectivo central passa por reduzir custos operacionais, facilitar o escoamento da produção e criar melhores condições para atracção de investimento nacional e estrangeiro.
ANGOLA REFORÇA DIPLOMACIA ECONÓMICA EM KIGALI
À margem do Africa CEO Forum 2026, José de Lima Massano desenvolveu uma intensa agenda diplomática e empresarial em representação do Presidente da República, João Lourenço.
Entre os encontros realizados destacam-se reuniões com responsáveis de importantes grupos internacionais, entre eles:
- DP World;
- Schneider Electric;
- Africa Global Logistics (AGL);
- Airbus;
- Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico de África;
- VISA África.
Os contactos tiveram como foco principal a identificação de oportunidades de investimento, cooperação empresarial e reforço da presença internacional de Angola em sectores estratégicos.
ÁFRICA PROCURA NOVOS MODELOS DE CRESCIMENTO
A edição 2026 do Africa CEO Forum decorre sob o lema:
“The Scale Imperative: Why Africa Must Embrace Shared Ownership”
(O Imperativo da Escala: Porque Razão África Deve Abraçar a Propriedade Partilhada)
O evento reúne cerca de 2.500 participantes provenientes de aproximadamente 75 países, consolidando-se como uma das maiores plataformas africanas de debate económico, empresarial e financeiro.
Fonte: REDE NACIONAL | Jornal de Angola
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao





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