SOCIEDADE LABORAL | Trabalhadores mobilizam-se em várias províncias
Milhares de trabalhadores saíram às ruas em diferentes províncias de Angola para assinalar o Dia Internacional do Trabalhador, celebrado a 1 de Maio, numa jornada marcada por reivindicações ligadas à melhoria das condições de vida, valorização salarial e reforço da justiça social.
Em Luanda, o acto central reuniu cerca de 20 mil participantes na Nova Marginal, entre representantes sindicais, funcionários públicos, trabalhadores do sector privado, estudantes e membros da sociedade civil. As marchas decorreram igualmente em províncias como Bié, Bengo, Cuando Cubango, Huambo e Benguela, reafirmando o papel histórico do movimento laboral na construção da cidadania e do equilíbrio social.
Reivindicações centradas na dignidade laboral
Durante as manifestações, os trabalhadores defenderam um ajustamento salarial compatível com o actual custo de vida, além da revisão do Imposto sobre o Rendimento do Trabalho (IRT), apontado por vários sectores como um dos factores que reduz o poder de compra das famílias.
As organizações sindicais também exigiram melhores condições de trabalho, reforço da segurança laboral, transporte colectivo para trabalhadores, acesso a serviços de saúde nas empresas e maior estabilidade no emprego.
Entre as palavras de ordem mais repetidas estiveram os apelos à valorização da força laboral angolana, ao diálogo social permanente e ao respeito pelos direitos sindicais.
Liberdade sindical e valorização da comunicação social
Na província do Bié, jornalistas e profissionais da comunicação social juntaram-se às manifestações para reivindicar progressão na carreira, melhores condições profissionais e maior liberdade de imprensa.
Os participantes destacaram ainda a importância de um ambiente institucional que garanta liberdade de expressão, protecção aos profissionais da informação e fortalecimento do jornalismo enquanto instrumento de desenvolvimento democrático.
Movimento laboral e consciência social
As celebrações do 1.º de Maio voltaram a evidenciar o simbolismo histórico da data, associada às lutas dos trabalhadores por dignidade, igualdade e direitos sociais.
Em diferentes pontos do país, representantes sindicais defenderam a necessidade de maior concertação entre o Executivo, empregadores e trabalhadores, com vista à construção de soluções sustentáveis para os desafios económicos e sociais enfrentados pelas famílias angolanas.
As marchas decorreram sob um ambiente de civismo e mobilização social, reforçando o papel dos trabalhadores como agentes fundamentais do desenvolvimento nacional.
Fonte: REDE NACIONAL | JORNAL DE ANGOLA | RNA
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao


Deixe um comentário