Porto de Luanda mobiliza 42 toneladas de ajuda para Benguela após cheias

Operação integra “Corredor Humanitário” e reforça resposta nacional à crise provocada pelo rio Cavaco

SOCIEDADE | SOLIDARIEDADE & RESPOSTA HUMANITÁRIA

O Porto de Luanda procedeu ao envio de 42 toneladas de ajuda humanitária para a província de Benguela, numa acção de emergência destinada a mitigar os efeitos das cheias provocadas pelo transbordo do rio Cavaco, que afectaram milhares de famílias e infra-estruturas locais.


Resposta coordenada e compromisso institucional

A iniciativa enquadra-se na política de responsabilidade social da empresa e no seu compromisso com o Pacto Global das Nações Unidas, surgindo como resposta directa ao apelo de solidariedade lançado pelo Presidente da República, João Lourenço.

A operação está integrada na campanha “Corredor Humanitário Benguela”, coordenada pelo Ministério dos Transportes, que mobiliza instituições públicas, agências e empresas do sector para assegurar uma resposta logística eficaz e célere.


Ajuda prioritária para saúde e reconstrução

Do total enviado, 34 toneladas já foram entregues no terreno, contemplando bens essenciais como medicamentos, produtos alimentares não perecíveis, artigos de higiene e materiais de construção.

A composição do donativo foi orientada pelas necessidades identificadas pelo Governo Provincial de Benguela, na sequência dos danos causados pelo colapso dos diques de protecção, que resultou na destruição de habitações e perda significativa de bens.


Entrega institucional e articulação local

A entrega formal da ajuda foi efectuada pelo presidente do Conselho de Administração do Porto de Luanda, Alberto António Bengue, à vice-governadora de Benguela para os sectores Político, Social e Económico, Cátia Cachuco.

O acto reforça a articulação entre as estruturas centrais e locais, no quadro das operações de assistência e recuperação em curso na província.


Solidariedade além das fronteiras administrativas

Apesar de não actuar directamente na região afectada, o Porto de Luanda sublinha que a dimensão da catástrofe exige uma resposta solidária que ultrapasse limites geográficos e institucionais.

A acção visa garantir que os meios destacados no terreno disponham de recursos adequados para apoiar a estabilização das famílias deslocadas e dar início ao processo de recuperação das infra-estruturas básicas.


Crise climática e capacidade de resposta nacional

O envio de ajuda humanitária evidencia a necessidade de reforçar mecanismos de prevenção e resposta a desastres naturais, num contexto em que fenómenos climáticos extremos têm vindo a impactar diferentes regiões do país.

A mobilização institucional e empresarial destaca-se como elemento-chave para assegurar respostas rápidas e coordenadas, centradas na protecção das populações e na reconstrução das comunidades afectadas.


Fonte: Jornal de Angola | Rede Nacional
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao


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