CULTURA EM MOVIMENTO | INFRA-ESTRUTURAS CULTURAIS & VALORIZAÇÃO DAS ARTES
O Presidente da República, João Lourenço, efectuou, esta segunda-feira, em Luanda, uma visita de constatação ao nível de execução das obras do futuro Palácio das Artes “Carlos Aniceto Liceu Vieira Dias”, instalado nas antigas instalações da Assembleia Nacional, bem como ao histórico Cine Nacional, também conhecido como Cine Chá de Caxinde.
A deslocação presidencial surge num momento em que o Executivo procura acelerar a requalificação e expansão das infra-estruturas culturais do país, numa estratégia voltada para a valorização das artes, da identidade cultural angolana e da empregabilidade artística.
PALÁCIO DAS ARTES CAMINHA PARA SE TORNAR REFERÊNCIA CULTURAL AFRICANA
Durante a visita, o Chefe de Estado recebeu informações técnicas sobre o grau de execução das empreitadas, os prazos previstos para a conclusão das obras e os futuros modelos de gestão cultural dos espaços.
Segundo o ministro da Cultura, Filipe Silvino de Pina Zau, a componente principal do futuro Palácio das Artes encontra-se praticamente concluída, embora alguns trabalhos de acabamento e recuperação estrutural possam levar ao reajuste do calendário inicialmente previsto.
O governante explicou que o complexo cultural representa uma das maiores apostas nacionais no domínio das artes, formação artística e promoção cultural em África.
O projecto, avaliado em cerca de 85 milhões de dólares, contempla um moderno teatro principal com capacidade para 800 espectadores, um anfiteatro complementar para 140 lugares, espaços de formação artística, alojamento temporário para até 80 artistas e uma ampla área de estacionamento subterrâneo com capacidade para 330 viaturas.
Para o Ministério da Cultura, o Palácio das Artes deverá transformar-se num importante centro de produção, circulação e valorização artística nacional e internacional.
CINE NACIONAL PRESERVA MEMÓRIA HISTÓRICA E RENASCE COMO ESPAÇO CULTURAL
No mesmo roteiro, João Lourenço visitou igualmente o Cine Nacional, edifício histórico construído entre 1932 e 1933 e classificado como património nacional.
De acordo com Filipe Zau, a obra encontra-se concluída em cerca de 95 por cento e poderá ser inaugurada brevemente.
O ministro destacou que o processo de recuperação respeitou ao máximo a arquitectura original do edifício, preservando a sua identidade histórica e simbólica para a memória cultural de Luanda e do país.
O espaço deverá acolher uma programação cultural permanente, incluindo espectáculos de música, teatro, dança, cinema e outras expressões artísticas, num modelo semelhante ao actualmente desenvolvido no Palácio de Ferro.
CULTURA COMO MOTOR DE EMPREGABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SOCIAL
No final da visita, Filipe Zau reforçou a visão do Executivo sobre a cultura enquanto sector económico estratégico, defendendo melhores condições de trabalho e sustentabilidade para os profissionais das artes.
O governante sublinhou que uma das grandes prioridades actuais passa pela criação de oportunidades reais de empregabilidade para músicos, actores, bailarinos, cineastas, técnicos e demais agentes culturais.
Segundo explicou, o Ministério da Cultura tem mantido encontros regulares com representantes das diferentes áreas artísticas, com o objectivo de ouvir as preocupações da classe e alinhar políticas públicas mais inclusivas para o sector.
Além de Luanda, o Executivo trabalha igualmente na recuperação e modernização de infra-estruturas culturais em várias províncias do país, com destaque para Uíge, Zaire, Lunda-Norte, Huambo e Namibe, reforçando a descentralização da actividade cultural e artística nacional.
CULTURA, MEMÓRIA E IDENTIDADE COMO PILARES DO FUTURO
A revitalização do Palácio das Artes e do Cine Nacional representa mais do que simples obras de reabilitação urbana. Os projectos simbolizam uma aposta estratégica na preservação da memória colectiva, no fortalecimento da identidade cultural angolana e na criação de novas plataformas para formação, intercâmbio e projeção internacional dos artistas nacionais.
Num país multicultural e artisticamente rico, o investimento em espaços culturais modernos e funcionais poderá contribuir para consolidar Angola como um dos principais pólos criativos e culturais do continente africano.
Fonte: REDE NACIONAL | Jornal de Angola | Presidência da República de Angola – CIPRA
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao










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