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Energia limpa no centro da agenda africana
Angola reiterou o compromisso com a aceleração da transição energética em África e com a diversificação da matriz eléctrica, durante a 8.ª Reunião do Comité Regional da Aliança Solar Internacional (ISA) para África, realizada recentemente em Victoria Falls, no Zimbabwe.
O encontro reuniu representantes para analisar estratégias destinadas a acelerar a adopção da energia solar no continente, ampliar o acesso à electricidade e mobilizar investimentos para soluções energéticas mais limpas, seguras e sustentáveis.
A delegação angolana foi chefiada pelo embaixador Baltazar Diogo Cristóvão, em representação do ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, segundo informação divulgada pelo Ministério da Energia e Águas.
Angola reforça diversificação da matriz eléctrica
Durante a reunião, Angola apresentou os investimentos em curso no sector energético, com particular atenção para a expansão da energia solar fotovoltaica, o desenvolvimento de sistemas de armazenamento e o aproveitamento do potencial hidroeléctrico nacional.
A estratégia procura ampliar a capacidade de produção e contribuir para uma maior segurança energética, ao mesmo tempo que cria condições para apoiar o crescimento económico e social.
A diversificação da matriz eléctrica assume particular importância num contexto em que os países africanos procuram aumentar o acesso à energia e responder às necessidades de industrialização, urbanização e desenvolvimento das suas economias.
Solar como oportunidade para o desenvolvimento
A participação angolana na reunião da Aliança Solar Internacional reforça a aposta na energia solar como uma das alternativas para ampliar a oferta eléctrica e reduzir a dependência de fontes mais intensivas em carbono.
Para além da dimensão ambiental, a expansão das energias renováveis pode contribuir para o desenvolvimento de novas infra-estruturas, criação de oportunidades económicas e melhoria do acesso à electricidade, sobretudo em zonas onde a extensão das redes convencionais apresenta maiores desafios.
Energia, industrialização e integração regional
A visão apresentada pela delegação angolana coloca a energia como uma base estratégica para a industrialização, electrificação e integração económica regional.
Neste quadro, a transição energética deixa de ser encarada apenas como uma questão ambiental e passa a integrar uma agenda mais ampla de desenvolvimento sustentável, competitividade económica e segurança energética.
A aposta combinada em energia solar, armazenamento e aproveitamento hidroeléctrico poderá, nesse sentido, fortalecer a capacidade de Angola responder à crescente procura energética e contribuir para os objectivos de integração e desenvolvimento do continente africano.
Compromisso com uma transição energética sustentável
A presença de Angola na 8.ª Reunião do Comité Regional da ISA para África reafirma a intenção do país de participar activamente nos esforços continentais para ampliar o acesso à energia e promover modelos energéticos mais sustentáveis.
A transição energética africana coloca desafios financeiros, tecnológicos e infra-estruturais, mas também abre oportunidades para investimentos, inovação e cooperação regional.
Para Angola, a diversificação da matriz eléctrica representa, assim, uma componente estratégica de uma visão de longo prazo em que energia, sustentabilidade e desenvolvimento económico caminham de forma integrada.
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