Governo brasileiro projeta reduzir emissões em 67% e alcançar desflorestação zero até 2030
O Governo da Brasil apresentou, esta semana, um novo Plano Nacional sobre o Clima com horizonte até 2035, estabelecendo metas ambiciosas para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e reforçar a protecção ambiental.
A estratégia central do plano passa pelo combate à desflorestação, considerada responsável por cerca de 40% das emissões nacionais, colocando a preservação das florestas como eixo estruturante da política climática brasileira.
Redução de 67% das emissões até 2035
De acordo com o novo programa climático, o país sul-americano pretende reduzir em 67% as emissões de gases com efeito de estufa até 2035, tendo como referência os níveis registados em 2005.
A revisão do plano marca a primeira actualização significativa da política climática brasileira desde 2008 e surge num contexto de maior mobilização internacional em torno das medidas de mitigação das alterações climáticas.
O documento estabelece metas progressivas que deverão orientar políticas públicas, investimentos ambientais e estratégias de desenvolvimento sustentável ao longo da próxima década.
Desflorestação zero até 2030
O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmou o compromisso de eliminar a desflorestação até 2030, uma meta considerada central para atingir os objectivos climáticos definidos pelo governo.
Segundo o plano consultado pela Agence France-Presse, o controlo do desmatamento constitui o “principal vector de redução das emissões até 2035”, consolidando a protecção florestal como prioridade estratégica.
Amazónia no centro da estratégia ambiental
Grande parte das medidas previstas no plano incide sobre a preservação da Amazônia, a maior floresta tropical do planeta e um dos principais reguladores climáticos globais.
O governo brasileiro pretende intensificar os mecanismos de monitorização ambiental, reforçar a fiscalização contra o desmatamento ilegal e promover políticas de valorização das áreas florestais, incluindo processos de regeneração natural e gestão sustentável dos recursos naturais.
Transição para uma economia de baixo carbono
O plano climático também integra uma visão de transição para uma economia de baixo carbono, incentivando práticas sustentáveis, inovação tecnológica e investimentos em sectores estratégicos para reduzir o impacto ambiental do desenvolvimento económico.
A iniciativa posiciona o Brasil como um dos actores relevantes nas discussões internacionais sobre clima e sustentabilidade, num momento em que os países procuram reforçar compromissos globais para enfrentar as alterações climáticas.
Fonte: Lusa – Agência de Notícias de Portugal, RTP, Agence France-Presse, UOL e Jornal de Angola.

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