Conferência reforça inclusão tecnológica e alerta para os riscos da violência digital contra mulheres
UM DEBATE URGENTE NA SOCIEDADE DIGITAL
A cidade de Luanda acolheu, na tarde desta sexta-feira, uma conferência dedicada ao papel da mulher na sociedade digital, com enfoque na protecção de dados, inclusão tecnológica e combate à violência digital.
A iniciativa, promovida pela Agência de Protecção de Dados em parceria com o Instituto de Modernização Administrativa, decorreu sob o lema “Compromissos para uma sociedade digital inclusiva”, reunindo especialistas, decisores e representantes da sociedade civil.
DESAFIOS REAIS NUM MUNDO CONECTADO
Na abertura do evento, a secretária de Estado para a Família e Promoção da Mulher, Alcina Kindanda, destacou a importância de reforçar mecanismos de protecção da privacidade, sobretudo para mulheres, frequentemente mais expostas a riscos no ambiente digital.
Apesar dos avanços e da crescente participação feminina em diferentes sectores, a governante sublinhou que persistem desafios estruturais ligados à valorização, reconhecimento e segurança no espaço digital.
Já a presidente do Conselho de Administração da Agência de Protecção de Dados, Maria Pinto, considerou a conferência um espaço estratégico para a construção de soluções concretas, capazes de responder aos desafios emergentes da transformação digital.
SEGURANÇA DIGITAL COMO DIREITO FUNDAMENTAL
O encontro abordou temas como a exposição indevida de dados pessoais, assédio online e a necessidade de políticas públicas mais robustas para garantir um ambiente digital seguro e inclusivo.
A iniciativa reforça a necessidade de capacitação digital e literacia tecnológica, elementos fundamentais para assegurar que a inclusão digital não seja apenas acesso, mas também protecção e autonomia.
NOTA EDITORIAL | PRESSDIGI | SOCIEDADE
A realização desta conferência marca um ponto de viragem na forma como a sociedade angolana encara a relação entre género, tecnologia e direitos digitais.
O impacto social deste tipo de iniciativas é profundo, pois coloca a mulher no centro do debate sobre a transformação digital, não apenas como utilizadora, mas como protagonista na construção de um ecossistema mais seguro e inclusivo.
A protecção de dados pessoais, sobretudo no contexto feminino, assume uma dimensão cultural e social relevante, ao confrontar práticas de exposição, violência simbólica e desigualdade de acesso à informação e à tecnologia.
Promover a literacia digital é, neste sentido, promover cidadania. É garantir que mulheres e jovens tenham ferramentas para se proteger, participar e liderar na nova economia digital.
Num país em acelerada transformação tecnológica, o verdadeiro progresso mede-se pela capacidade de incluir, proteger e valorizar todos os seus cidadãos. E neste caminho, a segurança digital das mulheres torna-se um indicador essencial de desenvolvimento humano e social.
FONTE: Edições Novembro
Alinhamento Editorial – Classe SOCIEDADE: PRESSdigi.ao

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