Presidente da República defende maior atenção aos direitos da infância como garantia para o futuro de Angola e da Humanidade

SOCIEDADE & INFÂNCIA | João Lourenço apela ao reforço da protecção e do bem-estar das crianças

O Presidente da República, João Lourenço, apelou ao reforço da protecção, dos cuidados e da atenção dedicados às crianças, destacando que o seu bem-estar representa uma condição fundamental para a construção de uma sociedade mais justa, sustentável e preparada para os desafios do futuro.

A posição foi expressa numa mensagem alusiva ao Dia Internacional da Criança, assinalado a 1 de Junho, data dedicada à promoção dos direitos da infância e à reflexão sobre os desafios que ainda afectam milhões de crianças em todo o mundo.

Crianças no centro das prioridades nacionais

Na sua mensagem, o Chefe de Estado sublinhou que os direitos, interesses e necessidades das crianças devem merecer atenção permanente por parte dos poderes públicos, organizações sociais, instituições de solidariedade e famílias.

João Lourenço considerou que o ideal seria encarar cada dia do ano como um verdadeiro Dia da Criança, assegurando às novas gerações o afecto, a protecção, a educação e os cuidados necessários ao seu desenvolvimento integral.

Segundo o Presidente da República, apenas crianças que crescem em ambientes saudáveis, seguros e com acesso adequado à saúde, educação e formação poderão desempenhar um papel activo na preservação do planeta e na melhoria das condições de vida das populações.

Compromisso com políticas públicas para a infância

O estadista destacou ainda que as políticas públicas implementadas em Angola reflectem a importância atribuída à infância, reafirmando o compromisso do Executivo em continuar a mobilizar recursos e esforços para colocar as crianças no centro das prioridades nacionais.

A mensagem presidencial termina com votos de paz, felicidade, prosperidade e esperança para todas as crianças de Angola e do mundo, reconhecendo-as como protagonistas do futuro colectivo.

Governo defende reforço da educação e inclusão social

As celebrações centrais do Dia Internacional da Criança decorreram na cidade de Ndalatando, província do Cuanza-Norte, sob o lema “Municipalizar os 11 Compromissos é Promover os Direitos da Criança”.

Na ocasião, a ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Ana Paula do Sacramento Neto, defendeu o reforço das políticas de protecção, educação e inclusão social destinadas à infância angolana.

O acto reuniu cerca de 1.500 crianças provenientes dos 17 municípios da província, representando simbolicamente as crianças de todo o país.

A governante destacou que a data deve servir não apenas para celebrar, mas também para reflectir sobre questões ligadas à saúde, educação, protecção e inclusão social da criança.

Municipalização dos compromissos e combate à vulnerabilidade

Ana Paula do Sacramento Neto enfatizou a necessidade de aprofundar a implementação dos 11 Compromissos com a Criança, defendendo uma vigilância mais efectiva e permanente por parte das famílias, comunidades e instituições.

A ministra alertou para situações de vulnerabilidade ainda existentes, sublinhando a importância de garantir que cada criança cresça num ambiente seguro, protegido e acolhedor.

Entre os desafios identificados, destacou o acesso ao Bilhete de Identidade, o reforço da protecção social, a luta contra a pobreza infantil e a necessidade de ampliar os mecanismos de inclusão e cidadania.

Segundo a responsável, a massificação do registo civil e da documentação pessoal continua a ser uma das prioridades estratégicas no âmbito das políticas nacionais de combate à pobreza e promoção dos direitos da criança.

Crianças pedem mais protecção e combate à violência

Em representação das crianças angolanas, Wizana Correia agradeceu os esforços desenvolvidos pelo Estado na implementação dos compromissos voltados para a infância, mas alertou para problemas que continuam a afectar milhares de menores em Angola e noutras partes do mundo.

No seu pronunciamento, destacou preocupações relacionadas com maus-tratos, abandono, tráfico de crianças, abuso sexual, fuga à paternidade e ausência de registo civil.

A jovem apelou às autoridades para que reforcem o combate a todas as formas de violência contra as crianças, defendendo a responsabilização daqueles que atentam contra os seus direitos fundamentais.

Proteger a infância é investir no futuro

Especialistas e organizações sociais defendem que a promoção dos direitos da criança continua a ser um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável das nações.

Garantir educação de qualidade, acesso à saúde, protecção social, registo civil e ambientes familiares seguros são factores determinantes para a construção de uma sociedade mais inclusiva e preparada para enfrentar os desafios das próximas gerações.

Fonte: REDE NACIONAL | Jornal de Angola
Alinhamento Editorial: PRESSdigi.ao